Vestindo personagens

Our Separate Ways

O meu melhor melhor amigo, Breno, era um ano mais velho do que eu, se tem uma data que eu não consigo esquecer é a data de aniversário dele, 21 de setembro.

A cada ano que passava, cada experiência nova que nos fazia amadurecer não eram capazes de nos distanciar. Descobrimos juntos o que hoje chamamos de sarro, aprendemos nos excitar aos 9 anos de idade esfregando-se um no outro, mas a gente nunca se beijava, isso era pra ser feito com meninas!

Não havíamos esquecido os primeiros passos da nossa aproximação, simplesmente estávamos somando as experiências, somando regras para a brincadeira.

Um dia um pouco antes do almoçoo, eu e Breno brincávamos na calçada em frente a minha casa, e chegamos naquele ponto, no ápice da nossa diversão. Mal sabíamos que seria nosso último contato intimo.

Nesse dia minha mãe surgiu do nada, e nos pegou na brincadeira de chupar. Foi o momento mais constrangedor do mundo, não pelo o que a gente estava fazendo, mas sim pelo tom com o qual ela gritou, um grito que recriminava, um grito que nos mostrou um ‘erro’ naquilo que fazíamos, um grito que nos afastou pra sempre.

Não nos afastamos como amigos naquele momento, apenas deletamos da nossa mente nossas brincadeiras mais íntimas. Mas nossa amizade estava com os dias contados.

Até© hoje não sei se minha mãe comentou com os pais do Breno sobre o ocorrido, mas tanto eu como ele mergulhamos em estereótipos que nos fizessem melhores de alguma forma.

Eu virei a mente brilhante e criativa da família, e um tanto tímido também, não chegava a ser nerd, mas estava longe de ser o popular.

Breno virou o garanhão, o terror das menininhas na escola, lindo, loiro e com olhos cor de mel vestiu muito bem a mascara de bad boy, a partir daí não conseguíramos ser mais amigos para sempre, 2 ou 3 anos a mais foi o ponto onde conseguimos adiar o fim, foi também o tempo que eu consegui deixar dormindo todas as minhas vontades estranhas, até que um primo surgiu no natal.

Por M. Bianni

Continua…

Rafael Telles

Criei o GPA numa fase em que me encontrava no armário e foi com ele que consegui abrir as portas para o mundo. Minha intenção com o Gay por Acaso é apenas a de tentar fazer com que essa transição seja mais tranquila para todos que passam por essa fase (quase sempre difícil) de se assumir gay. Vou mostrar que essa é apenas uma das milhões de características que você tem, e a informação isolada de que você é gay não diz nada sobre você!

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