O que importa é viver sua idade

bissexualidade

[…]Acho que gosto de São Paulo
Gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas[…]

As pessoas que se envolvem afetiva e sexualmente com homens e mulheres são acusadas de não descer do muro. ‘Condenadas’ por gays e por héteros, têm que construir muitas vezes uma orientação sexual camuflada para dar vazão ao seu desejo, e com isso alguns se prendem no armário.

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A bissexualidade é um dos principais assuntos em qualquer armário do mundo!

Há quem diga que bissexuais sofrem muito mais com preconceito já que estes são vítimas de preconceito inclusive pelos gays, que consideram a bissexualidade apenas falta de coragem de se assumir como homossexual.

Por que duvidar de alguém que tem a seguinte filosofia: ‘Eu gosto de pessoas‘.

Os argumentos contra os bissexuais são quase sempre os mesmos, de que eles forçam a bissexualidade para fugir da realidade homossexual, e que uma hora ou outra vão se tornar exclusivamente homossexuais ou irão viver uma vida infeliz se escondendo do mundo.

Em parte concordo com esse argumento, pois, sabemos que essa situação acontece com frequência; mas devemos generalizar? Será que embasados nisso devemos duvidar de qualquer pessoa que se assuma bissexual? Bissexualidade não existe então?

Segundo a psicóloga Thays Babo, é possível desejar o mesmo sexo e o oposto, partindo ou não para a ação, simultânea, alternadamente ou ainda em diferentes períodos da vida farmaciahomem.pt.

Ou seja, você pode ser bissexual sem nunca de fato ter concretizar isso, pode ser bissexual por alguns anos da sua vida e depois se encontrar bem em uma relação com alguém e estabilizar sua sexualidade.

Já para o psiquiatra Paulo Gaudencio, fantasiar com elas e eles não significa ser homo ou bissexual. Para isso, além de fantasiar, você precisaria sentir prazer físico e afetivo com alguém do mesmo sexo.

Concretizando o ato ou não, uma coisa é comum nas duas falas, a sexualidade é muito mais do que sexo, estamos falando de sentimento.

O GPA foi criado para falar da vida dentro do armário, e a cada dia que passa os homossexuais estão saindo mais cedo de lá, alguns sequer passaram uma temporada dentro do armário; sendo assim os armários vão aos poucos se tornando ambientes mais bissexuais.

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O tempo passa, os valores mudam, mas ainda acreditamos que o respeito é a chave de tudo, então marmanjada, não tem cabimento lutar por uma sociedade sem homofobia e ao mesmo tempo ser responsável por desrespeitar e desacreditar de um grupo que tem uma sexualidade diferente da nossa.

Bissexualidade, Homossexualidade, Heterossexualidade, o que importa é viver a sua IDADE, da maneira que julgar mais adequada, os rótulos não podem nos guiar, afinal, no fim da vida (biologicamente) não teremos mais IDADE para sexo; aproveite seu tempo.

Rafael Telles

Rafael Telles

Criei o GPA numa fase em que me encontrava no armário e foi com ele que consegui abrir as portas para o mundo. Minha intenção com o Gay por Acaso é apenas a de tentar fazer com que essa transição seja mais tranquila para todos que passam por essa fase (quase sempre difícil) de se assumir gay. Vou mostrar que essa é apenas uma das milhões de características que você tem, e a informação isolada de que você é gay não diz nada sobre você!

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