Ironicamente Fácil

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Pois é, a facilidade das relações nas redes sociais tem seu lado negro da força. Afinal, por mais que as mídias sociais tenham revolucionado a comunicação e as relações sociais, elas também possibilitaram a criação de personalidades forjadas… e em nível mais avançado a falta de personalidade.

Por exemplo? Você conheceu uma pessoa, conversaram, e na hora de se despedir ao invés de pedir o número do celular, vem a moderna frase: Você tem facebook? (como se alguém não tivesse).

Com facebook em mãos, ela invade sua vida e descobre imediatamente TODOS seus passos. Quem são os integrantes da sua família. Onde você trabalhou. Em que área se especializou, qual idioma fala, quem é seu melhor amigo, sua comida favorita, o filme da sua vida …a viagem dos seus sonhos.

Aqueles com tendências stalkers descobrirão também, muitas vezes através daquele comentário perdido, naquela foto antiga, quem foi seu último namorado.

Eis que o problema se mostra como um monstro faminto. Parte daquela fase da conquista acaba sendo trocada pelo atalho proporcionado pelas redes sociais. Não é mais permitido o prazer de descobrir o novo affair aos poucos. Não se descobre qual sua banda favorita ao te ver cantarolando, na verdade isso já foi investigado precocemente, e feito um intensivo para também se passar como fã da mesma banda.

As pessoas estão carentes por relacionamentos, e criam tantas coincidências que você acabará achando que encontrou de fato a tampa da panela. Mas não: trata-se apenas de alguém que na ânsia de viver um ‘amor de novela’  fuçou seu Facebook e moldou a você, como se coincidências forçadas garantissem um relacionamento, pena que nada disso é sincero, pena que nada é real.

As relações ficaram fáceis demais, frias demais, calculadas demais.

Saudade daquela dose de surpresa ao descobrir uma afinidade… da aproximação que acontece de forma sutil e intuitiva. Malditos sejam os check-ins e nossos rastros virtuais.

Maldita seja essa vontade de querer viver algo fora do seu tempo apenas para suprir um vazio que na realidade nem sempre existe.

Rafael Telles

Criei o GPA numa fase em que me encontrava no armário e foi com ele que consegui abrir as portas para o mundo. Minha intenção com o Gay por Acaso é apenas a de tentar fazer com que essa transição seja mais tranquila para todos que passam por essa fase (quase sempre difícil) de se assumir gay. Vou mostrar que essa é apenas uma das milhões de características que você tem, e a informação isolada de que você é gay não diz nada sobre você!

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