Applause

applause2x

E assim retomamos, ou pelo menos tentamos retomar a atividade do GPA.

Sumimos sim, mas é porque a vida engole a gente como se fosse aquela baleia do Pinóquio.

E depois de tanto tempo, sobre o que falar? Sobre reaparecer talvez, sobre a necessidade de aparecer, ou quem sabe sobre o medo de sumir. Sobre viver com a necessidade de precisar ser visto; não apenas ser visto, como também ser aprovado. Voltamos falando da sociedade do aplauso.

“I live for the applause, applause, applause”

As pessoas se importam mais com a imagem que os outros têm delas do que com o que realmente são, muitas vezes são o que não são e acabam sendo um verdadeiro não ser continuo, se esquecendo do que são, tornando-se outro ser… rs que confusão!!!

Temos caminhado (na verdade já caminhamos muiiiiiito) para a construção de uma sociedade demasiadamente preocupada com a imagem. Somos guiados pela vaidade e não pela autoestima.

Quando falo em autoestima, falo de virtude, valor e dignidade;  tem a ver com agir em concordância com os próprios valores. Já a vaidade depende da maneira como os outros nos veem, agimos pelo que o outro espera da gente; vaidade sempre exige interlocutor.

“I stand here waiting

For you to bang the gong

To crash the critic saying

Is it right or is it wrong?”

A vaidade humana encontrou um grande reforço nas redes sociais. As pessoas sentem excitação ao ver que suas publicações ganham curtidas , visualizações, comentários, compartilhamentos, a ponto de que se nada disso acontece, o humor da pessoa sofre uma drástica alteração, e dependendo da recorrência, isso pode levar a depressão; causas modernas para doenças antigas.

Todos nós temos vaidade e é positivo ter um pouco de preocupação com nossa imagem, mas é preciso gerenciá-la com mais sabedoria e bom-senso para não se tornar escravo desse sentimento. Temos que  aprender a nos aplaudir antes de qualquer coisa, caso contrário, aquele coraçãozinho a mais no instagram será apenas um símbolo vazio de sentimentos.

Give me that thing that I love

(Turn the lights on!)

Put your hands up make ‘em touch, touch

(Make it real loud)

Give me that thing that I love

(Turn the lights on!)

Put your hands up make ‘em touch, touch

(Make it real loud)

A-P-P-L-A-U-S-E

 

Rafael Telles

Criei o GPA numa fase em que me encontrava no armário e foi com ele que consegui abrir as portas para o mundo. Minha intenção com o Gay por Acaso é apenas a de tentar fazer com que essa transição seja mais tranquila para todos que passam por essa fase (quase sempre difícil) de se assumir gay. Vou mostrar que essa é apenas uma das milhões de características que você tem, e a informação isolada de que você é gay não diz nada sobre você!

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